Apresentação

Apresentação

Conheça o Projeto Fortalecimento da Diversidade, Cultura e Território (FDCulT) e a Coleção Tranças. 

 

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O Projeto FDCulT

O Projeto Fortalecimento da Diversidade, Cultura e Território (FDCulT) é uma iniciativa desenvolvida em parceria entre o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Coletivo Rosa Parks, com o objetivo de promover, reconhecer e valorizar a diversidade cultural dos povos e comunidades tradicionais no Brasil.

Por meio de ações de formação, produção cultural, incentivo à literatura e valorização dos saberes tradicionais, o projeto busca ampliar a visibilidade das expressões culturais de comunidades quilombolas, povos ciganos, povos de matriz africana e povos de terreiro, contribuindo para o reconhecimento de suas identidades, memórias e direitos culturais.

Entre as iniciativas desenvolvidas pelo FDCulT estão premiações literárias, publicações de obras infantojuvenis, ações formativas e oficinas de construção coletiva de políticas culturais. Essas atividades têm como princípio o protagonismo dos próprios sujeitos e comunidades na produção e circulação de suas narrativas.

 

Coleção Tranças

A Coleção Tranças

A Coleção Tranças é uma iniciativa editorial colaborativa entre Universidade Federal de Goiás (UFG), Ministério da Igualdade Racial (MIR) e da Editora Passarinho, que integra o Projeto Fortalecimento da Diversidade, Cultura e Território (FDCulT). Voltada à publicação de literatura infantil e juvenil de autoria quilombola e cigana, a coleção busca valorizar narrativas, memórias, identidades e imaginários desses povos, ampliando sua presença na literatura brasileira.

Em sua primeira edição, a Coleção Tranças reúne 12 obras de autoria cigana, sendo nove de literatura infantil e três de literatura juvenil, selecionadas a partir do I Prêmio Nacional de Literatura Infantojuvenil Quilombola e Cigana. Com lançamento previsto para novembro de 2026, os livros apresentam histórias de autores e autoras ciganas dos grupos Sinti, Calon e Rom, provenientes de diferentes territórios brasileiros.

A trança, imagem que dá nome à coleção, simboliza o entrelaçamento de fios, histórias e saberes em diálogo com as culturas quilombolas e ciganas. Ela evoca a ancestralidade, a memória, o cuidado e a força das narrativas que atravessam gerações. Cada fio preserva sua singularidade e, ao mesmo tempo, integra uma trama coletiva de vozes, experiências e imaginários.

O desenvolvimento da coleção envolve a colaboração entre escritores, escritoras, ilustradores, ilustradoras, designers e profissionais do mercado editorial, em um processo criativo que articula palavra, imagem e materialidade do livro. A diversidade de linguagens visuais é uma das características da coleção, que reúne artistas com diferentes trajetórias, técnicas e perspectivas, incluindo nomes como Luciana Nabuco, Rodrigo Andrade, Caio Zero, Amma, Danillo Kalon e Natasha Vasconcelos.

O projeto gráfico também considera as particularidades de cada narrativa e de seus leitores. Formatos horizontais e verticais, capas duras, bordas arredondadas e diferentes soluções editoriais são pensados para estabelecer relações entre o conteúdo das histórias, as ilustrações e a experiência de leitura.

Mais do que uma iniciativa de publicação, a Coleção Tranças representa uma ação de fortalecimento da autoria cigana e de ampliação de sua participação no mercado editorial brasileiro, historicamente marcado pela baixa presença de produções desses povos. Ao reconhecer escritores e escritoras ciganas como protagonistas de suas próprias narrativas, a coleção contribui para ampliar os espaços de representação e circulação de suas produções culturais.

Para crianças e jovens ciganos, os livros oferecem oportunidades de reconhecimento e identificação com histórias que dialogam com suas culturas e experiências. Para os demais leitores, constituem um convite ao encontro com a pluralidade dos povos ciganos no Brasil, contribuindo para o enfrentamento de estereótipos e para a construção de uma literatura infantojuvenil mais diversa, representativa e plural.