Conheça os Livros
Conheça os autores, autoras, ilustradores e ilustradoras que dão vida às 12 obras da primeira edição da Coleção Tranças.
1. Camelo
Escritora: Sara Macêdo Kali
Cigana Calon, residente em Goiânia (GO).
Sara Macêdo Kali é neta e sobrinha-neta de Maria de Lourdes e Doraci, que também exerceram papéis maternos em sua infância, na comunidade Aguapé, no interior de Goiás.
Camelo nasce do desejo de valorizar a coragem das mulheres de sua família. A obra traz elementos do realismo fantástico tradicional Calon, presentes nos contos das duas meninas, que foram transmitidos anos mais tarde à neta. Sua avó adorava desaparecer no mato, montada em um cavalo sem arreio, assim como Sara faria muitos anos depois, sem conhecer essa semelhança. A autora só descobriu essa relação quando ficou mais velha. Camelo é uma tentativa de preservar parte da memória oral cigana.
Sara é professora de Direito, advogada e pesquisadora. É bailarina de dança do ventre e percussionista, integrante de uma família de cantadores de Folia de Reis. Este é seu terceiro livro, sendo também coautora de 13 mulheres contemporâneas, 13 poesias cada e Feminismos dissidentes, perspectivas interseccionais. Pertence ao povo cigano Calon e é ativista do Coletivo Ciganagens.
Ilustrador: Danillo Kalon
Cigano Calon, residente em São Gonçalo (RJ). Técnica utilizada: ilustração digital.
Artista plástico autodidata, tatuador, serigrafista, designer gráfico e articulador cultural, residente em São Gonçalo (RJ). Iniciou sua trajetória artística no audiovisual em 2013, a partir do programa Rio Market Jovem, vinculado ao Festival do Rio, e encontrou no desenho e em suas múltiplas linguagens seu principal campo de criação.
De etnia cigana Calon e integrante da comunidade LGBTQ+, seu trabalho investiga memórias, ritos e narrativas que tensionam estereótipos sobre os povos ciganos. É membro fundador do Coletivo Ciganagens, ativo desde 2020.
2. Maria do Chá
Escritora: Cauênya Vitória
Cigana Calon, residente na Paraíba.
Sou Cauênya Vitória, uma jovem cigana Calin, paraibana e sousense, apaixonada pela história dos meus antepassados, pela vida, pela minha cultura e pela minha família. Encontrei na escrita uma forma de preservar memórias e eternizar momentos que jamais gostaria de esquecer.
Neste livro, compartilho um pouco da história da minha avó, de suas vivências e, por meio dela, um pouco da riqueza, da força e da beleza da minha cultura.
Ilustradora: Béu
Residente em Campinas (SP). Técnica utilizada: aquarela.
Oi, pode me chamar de Béu. Eu amo chá de maçã com hibisco, canela e gengibre. Eu também tive uma avó Maria que tinha intimidade com a terra. Por isso, foi uma emoção profunda ilustrar este livro.
A gata preta que passeia pelas páginas é uma homenagem à minha companheira felina, que hoje mora no céu dos gatinhos.
Eu escrevo, conto e ilustro histórias para crianças. Faço isso porque acredito que todo mundo tem o direito de ler e sonhar.
3. Jatobá
Escritor: Lenilson Portela
Cigano Calon, residente no Piauí.
Piauiense e cigano da etnia Calon. Pesquisador de temas relacionados aos povos ciganos, doutorando em História do Brasil e autor de livros acadêmicos e infantojuvenis.
Ilustradora: Lolla
Residente em São Carlos (SP). Técnicas utilizadas: recorte, colagem e desenho.
Sou ilustradora, cenógrafa de carnaval, escritora, mulher com alopecia, pesquisadora do livro para as infâncias, pessoa com deficiência, professora, advogada e muitas outras coisas que não cabem nesta página.
Com este livro, aprendi muitas coisas sobre a cultura cigana e tantas outras sobre a Mata dos Cocais.
4. As Andanças de Dodó Veio
Escritora: Francisca Ilda
Cigana Calon, residente na Paraíba.
Francisca Ilda, conhecida como Dona Ilda, nasceu em Itaporanga, na Paraíba. É uma mulher cigana Calon, liderança feminina, guardiã das tradições, contadora de histórias e incentivadora da valorização da cultura de seu povo.
Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a preservação da memória, dos saberes e das vivências ciganas, transmitindo às novas gerações o orgulho de suas origens.
No livro infantil As Andanças de Dodó Veio, conta a história de seus netinhos, Davi e Gael, e compartilha, com sensibilidade e afeto, elementos da cultura Calon, convidando crianças e famílias a conhecerem um universo rico em identidade, respeito e diversidade.
Ilustradora: Clara Gavilan
Residente em Niterói (RJ). Técnica utilizada: aquarela.
Ilustradora e criadora de livros ilustrados, Clara Gavilan idealizou e coordena a pós-graduação em Criação de Livro Ilustrado, na Casa Tombada.
É graduada em Design – Comunicação Visual pela PUC-Rio. Possui duas especializações realizadas na Espanha: Ilustração e Quadrinhos pela ESDIP (Escuela Superior de Dibujo Profesional), em Madri, e Ilustração para Publicações Infantis e Juvenis pela EINA (Centre Universitari de Disseny i Art de Barcelona), em Barcelona.
Também é especialista em Livro para a Infância: Processos Contemporâneos de Criação, Circulação e Mediação, pela Casa Tombada.
É autora de livros ilustrados como O tempo lá fora (VR, 2025), Sua vez! (Caixote, 2023), Eu sou grande (NANABOOKS, 2023) e da coleção Lu & Bilu (Quatro Cantos).
Também é responsável pelas ilustrações de outras obras, como Berço, balanço, colinho, neném (Brinque-Book, 2025), escrito por Rafaela Deiab e Tieza Tissi, e O cocô do urso Clodoaldo (Aletria, 2022), escrito por Thais Laham Morello.
Ao longo de sua trajetória, recebeu reconhecimentos como o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e a seleção Cátedra 10 UNESCO de Leitura.
5. Paramitcha Tsinorrendi
Escritora: Hayanne Iovanovitchi
Cigana Rom, residente em Curitiba (PR).
Hayanne Iovanovitchi é cigana pertencente à etnia Rom, advogada, graduada em Direito pela FAE Centro Universitário e pós-graduanda em Direito Penal e Criminologia pela PUCRS.
É fundadora do Coletivo de Mulheres Ciganas do Brasil (COMCIB) e idealizadora do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba.
Ilustrador: Rodrigo Andrade
Residente em São Paulo (SP). Técnica utilizada: ilustração digital.
Rodrigo Andrade é ilustrador, autor de literatura infantil e designer gráfico. Quando menino, amava bibliotecas.
Possui parcerias com grandes autoras e autores, como Kiusam de Oliveira, Waldete Tristão e Yuri de Francco, entre outros. Em 2023, lançou seu primeiro livro como único autor, O que a mamãe não sabe..., pela Editora Caixote.
Rodrigo deixa suas marcas nos livros que assina. Suas ilustrações são textos que nos convidam a ler as muitas camadas das histórias. Com criatividade, suscitam reflexões e nos convidam a parar, apreciar e investigar.
São marcas daquele menino que amava tanto os livros e as ilustrações que já compreendia que a biblioteca era um lugar para se demorar.
6. O sonho da saia colorida
Escritora: Cândida Maria da Conceição Oliveira Cabral Teodoro
Cigana Calon, residente na Paraíba.
Meu nome é Cândida Maria da Conceição Oliveira Cabral Teodoro, tenho 36 anos e sou uma cigana Calin, filha de pais ciganos. Meu pai foi um grande líder cigano da cidade de Sousa, na Paraíba.
Sempre gostei de dançar e tenho orgulho da minha origem. A história conta minha realidade, pois, desde criança, segui os passos dos meus antepassados e cultivei minha cultura.
Ilustrador: Rafael Lopes
Residente em São Paulo (SP). Técnica utilizada: ilustração digital.
Rafael Lopes é multiartista, formado em Comunicação Visual pela ETEC Albert Einstein, Fotografia pela ETEC das Artes e Desenho pela Quanta Academia de Artes.
Atua profissionalmente como artista plástico e fotógrafo. Como ilustrador, tem como processo de pesquisa a contação de histórias e a construção de narrativas poéticas por meio da fusão de diversas linguagens artísticas.
7. A menina do rancho
Escritor: Anderson Targino
Cigano Calon, residente no Rio Grande do Norte.
Sou cigano da etnia Calon, advogado, mestrando em Antropologia Social, agente cultural, fotógrafo e escritor.
Dedico minha trajetória à pesquisa, à valorização e à defesa dos direitos do povo cigano, articulando minha atuação acadêmica, jurídica, cultural e artística.
Sou membro do Conselho Estadual de Igualdade Racial e do Conselho Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais do Rio Grande do Norte.
Nesta obra, reúno meu compromisso com a memória, a identidade e a preservação da cultura cigana, reafirmando a importância do reconhecimento e da diversidade cultural.
Ilustradora: Laiana Alves Vieira
Residente no Recôncavo da Bahia. Técnica utilizada: aquarela.
Licenciada em Literatura e pós-graduada em Linguagem e Fotografia, Laiana Alves Vieira atua como ilustradora há mais de dez anos.
Laiana vem se desenvolvendo como artista multipotencial, movida pela paixão pelo universo das linguagens e das imagens. Ama trabalhar com arte e cultura e desenvolveu o Laboratório de Escuta Criativa para realizar projetos em diferentes linguagens artísticas, a exemplo de Poética Urbana e Poéticas Interiores.
Participou de festas literárias como FLISAJ, FLITA e FLIMUNIZ e tem colaborado com outros projetos e grupos, como Narrativas Visuais e Orquestra Sanfônica do Recôncavo.
Publicou dois livros de forma independente, Para viver com o coração e Um livro sobre nós, contemplados para participar de projetos no México e na Argentina.
Seu livro mais recente é O espírito da viagem, uma obra de crônicas contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em 2025 e 2026.
8. A menor máscara do mundo
Escritora: Voria Stefanovsky
Cigana Sinti, residente na Argentina.
Voria Stefanovsky é escritora, ativista e pesquisadora de origem romani/cigana, pertencente à etnia Sinti. É doutora e mestre em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB), com formações concluídas em 2008 e 2015.
Foi a primeira mulher romani a concluir um doutorado na América Latina com uma tese sobre seu próprio povo, abrindo um caminho acadêmico transformador no contexto latino-americano: a passagem de objeto a sujeito nas pesquisas sobre os povos Roma/ciganos.
Publicou Selección de poemas de Voria Stefanovsky, na coleção O Balval Phurdel: El Viento Sopla, do Instituto de Cultura Gitana de España, vinculado ao Ministério da Cultura da Espanha (2023), sendo a primeira escritora romani brasileira publicada internacionalmente ao lado de grandes nomes da literatura romani mundial.
Sua tese sobre literatura romani recebeu o Prêmio de Melhor Tese de 2016 pela UnB. Possui artigos publicados nas áreas de literatura, cultura, gênero e feminismo romani.
Foi reconhecida com o Prêmio Cultura Gitana (Espanha, 2022), por sua pesquisa acadêmica, e com o Prêmio Amico Rom (Itália), por seu ativismo internacional.
Dirige o Observatorio Internacional de Mujeres Romani/Gitana e é parceira e colaboradora ativa da AMSK-Brasil e de diferentes associações internacionais.
Foi nômade e circense até os 15 anos. A presente obra é baseada em sua própria história de vida e na de seu avô, que decidiu contar para que histórias como as deles jamais se repitam.
Ilustradora: Natasha Vasconcelos
Cigana Sinti, residente no Uruguai.
Natasha Vasconcelos é artista formada em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB).
Sua produção artística dialoga com temas de identidade, pertencimento e expressão cultural, dedicando-se a dar forma às histórias que atravessam gerações.
Este trabalho também marca uma parceria afetiva e criativa com sua mãe, Voria, autora da obra e representante da tradição romani/cigana.
Entre palavra e imagem, Natasha constrói pontes de afeto e cultura, celebrando a riqueza da tradição romani/cigana e a força da imaginação infantil.
9. A melodia de Nina
Escritor: Cícero Romão Batista Pereira
Cigano Calon, residente na Paraíba.
Cícero Romão Batista Pereira é escritor, produtor cultural, comunicador e agente de transformação social, com atuação dedicada à valorização da cultura, da memória e dos direitos dos povos ciganos.
Cigano Calon, natural de Sousa, no Alto Sertão da Paraíba, construiu sua trajetória unindo cultura, comunicação, educação, ação social e articulação comunitária.
É fundador do Raty Calon, site criado para registrar, divulgar e fortalecer a cultura e as histórias do povo cigano, e atua como diretor executivo nacional da Pastoral dos Nômades do Brasil, desenvolvendo ações pastorais, sociais e de promoção da dignidade das comunidades ciganas em todo o país.
Também atua na produção audiovisual e cultural, sendo responsável pelo curta-metragem O céu é o meu teto, a terra é minha pátria, além de desenvolver projetos voltados à literatura, à educação, à infância, à preservação da memória e à valorização dos saberes tradicionais.
Ao longo de sua trajetória, participa da criação e realização de projetos sociais, culturais e educativos, promovendo encontros, formações, ações comunitárias e iniciativas de inclusão e reconhecimento da identidade cigana.
Sua atuação busca abrir espaços para que crianças, jovens e adultos possam conhecer, valorizar e contar suas próprias histórias.
Em A melodia de Nina, Cícero coloca a literatura a serviço da memória e da infância, apresentando a cultura cigana de forma afetiva, sensível e acessível, reafirmando que toda criança tem o direito de crescer conhecendo a beleza da história e da cultura de seu povo.
Ilustrador: Caio Zero
Residente no Rio de Janeiro (RJ). Técnica utilizada: ilustração digital.
Nascido no Rio de Janeiro, Caio Zero é arte-educador e autor de livros como Rumi, Aqui e Aqui e Maior Museu do Mundo. É pós-graduado em Artes Visuais pelo Colégio Pedro II.
Com seus livros, participou de diversas premiações, recebeu selos e teve seu trabalho destacado em publicações como as revistas Emília e Crescer, integrando listas dos 30 melhores livros infantis de 2023 e 2024.
A obra Sleep Here, Wake There, lançada originalmente no Brasil como Aqui e Aqui, integrou a lista The New York Public Library's Best Books of 2025. O artista também foi finalista do Prêmio Jabuti 2025.
Além disso, foi convidado para representar o Brasil no LIFI, Festival Internacional de Ilustração em Lagos, na Nigéria.
Atualmente, desenvolve livros e ministra oficinas de livros ilustrados e histórias em quadrinhos.
10. O conto cigano de um mundo sem fronteira
Escritora: Neiva Camargo Iovanovitchi
Cigana Rom, residente em Curitiba (PR).
Neiva Camargo Iovanovitchi é artista, atriz e referência na preservação e valorização da cultura cigana no Paraná.
Atua no campo artístico desde a década de 1950, tendo iniciado sua trajetória como atriz circense em 1956. Construiu uma carreira marcada pela valorização da cultura, da identidade e das tradições ciganas.
Ao longo de sua trajetória, participou de iniciativas voltadas à preservação da memória e da cultura cigana, contribuindo para a visibilidade dos povos ciganos e para o fortalecimento de sua identidade cultural no Paraná.
É integrante de uma família de reconhecida atuação na organização e defesa dos direitos dos povos ciganos, sendo esposa de Claudio Domingos Iovanovitchi, fundador, em 1995, da primeira associação cigana do Paraná.
Sua trajetória artística e cultural representa uma importante contribuição para a preservação da memória, da identidade e das tradições do povo cigano no Brasil.
Ilustradora: Luciana Nabuco
Residente no Rio de Janeiro (RJ). Técnica utilizada: pintura com tinta acrílica.
Luciana Nabuco é jornalista, tradutora, escritora e artista visual nascida no Acre.
Atua desde 2003 com a temática afro-indígena brasileira. Em 2012, escreveu e dirigiu o documentário Mãos feitas de fé, exibido no Benim.
Iniciada em 2013 no terreiro Casa de Oxalá e Oxum, desenvolve trabalhos ligados às culturas de matriz africana.
É autora e ilustradora de livros infantis e juvenis e ilustrou obras como Mila, a gata preta, de Marcelo Moutinho; Orikis, histórias de terreiro, de Luiz Antonio Simas; e Macabéa, flor de mulungu, de Conceição Evaristo.
Publicou livros de poesia e contos, entre eles Imigram meus pássaros, pela Editora Literalux; Nossos passos vêm de longe, pela Nova Fronteira; e Você viu Oxum?, pela Oficinar.
Ao lado de Ivo Oliveira, criou o espetáculo Alegrai, na Unicirco Marcos Frota. Juntos, participaram da disputa de sambas-enredo pelo Império Serrano, em 2025.
Em 2026, estreia na direção da adaptação do espetáculo circense para o Teatro Carlos Gomes, novamente em parceria com Ivo Oliveira, com a dramaturgia Alegrai, um musical circense brasileiro, que levará ao tradicional palco carioca uma celebração das encantarias e macumbas cariocas por meio do circo.
11. Super calon
Escritor: Pedro Bernadone Lacerda Figueiredo
Cigano Calon, residente na Paraíba.
Pedro Bernadone Lacerda Figueiredo é escritor e ativista cigano da etnia Calon.
É licenciado e bacharel em Educação Física, pedagogo, licenciado em Música e pós-graduado em Alfabetização e Letramento e Treinamento Desportivo.
É diretor e fundador da Rádio Sintonia Cigana, membro da Cia. de Tradições Ciganas Dirachin Calin e atua na valorização, preservação e difusão da cultura e da identidade cigana.
Ilustradora: Iasmim Sousa Ferreira
Residente na Paraíba. Técnica utilizada: ilustração digital.
Desde pequena, Iasmim Sousa Ferreira encontrou no desenho uma forma de expressar sua criatividade e imaginar novos mundos.
Com o passar dos anos, essa paixão se transformou em profissão. Hoje, atua como ilustradora e designer gráfica, dando vida a personagens e histórias por meio da arte.
Além da atuação artística, é estudante de Psicologia, área que contribui para seu olhar sensível sobre as pessoas, suas emoções e as diferentes formas de enxergar o mundo.
Em cada ilustração, busca criar imagens que encantem, despertem a imaginação e tornem a leitura uma experiência única e ainda mais especial.
12. A contadeira de estrela
Escritor: Francisco Soares Figueiredo
Cigano Calon, residente na Paraíba.
Francisco Soares Figueiredo é cigano Calon, natural de Barbalha (CE), músico, escritor, contador de histórias e uma importante liderança do povo cigano Calon.
Foi o primeiro presidente do Centro Calon de Desenvolvimento Integral, dedicando sua vida à valorização da cultura, da memória e das tradições ciganas.
Reside em Sousa, na Paraíba, onde está localizada a maior comunidade cigana com residência fixa da América Latina.
Autor da obra Calon: História e Cultura Cigana, dedica-se ao registro da memória, das tradições e da história do povo Calon, contribuindo para a valorização da identidade cigana e para o fortalecimento de sua representatividade no Brasil.
Acredita que contar histórias é uma forma de manter vivas as raízes, os sonhos e as estrelas que iluminam cada geração.
Ilustradora: Amma
Baiana, residente em Belo Horizonte (MG). Técnicas utilizadas: tinta acrílica e bordado.
Amma é ilustradora apaixonada por livros para a infância.
Nascida em Eunápolis (BA) e residente em Belo Horizonte (MG), soma mais de 15 títulos publicados.
Venceu o Prêmio Jabuti 2021 com o livro Amigas que se encontraram na história e o Prêmio FNLIJ 2025 com a história em quadrinhos Meninas, ambos em parceria com a escritora Angélica Kalil.
Acredita que o desenho também é uma forma de pensar e, por isso, deve ser feito com muita responsabilidade, levando em conta a pluralidade de quem vai acessá-lo.





